
O persistente mau cheiro registrado em diferentes regiões de Paulínia, associado à estação de tratamento de esgoto do município, entrou oficialmente na pauta ambiental do Estado. Nesta quinta-feira (29), o prefeito Danilo Barros se reuniu com o diretor-presidente da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), Daniel Antonio Pazetti, para cobrar medidas mais rigorosas de fiscalização sobre os serviços prestados por concessionárias que atuam na cidade.
Durante o encontro, realizado na sede da agência em São Paulo, foram discutidos os impactos ambientais e de qualidade do ar provocados pelo funcionamento da estação de tratamento de esgoto, além da lentidão das obras da Sabesp e da baixa qualidade do recapeamento asfáltico executado pela Sabesp e pela Comgás. Segundo a Prefeitura, as intervenções prolongadas e mal executadas contribuem para a formação de poeira, odores desagradáveis e maior desconforto térmico, agravando a sensação de insalubridade em áreas urbanas.
O mau cheiro, relatado por moradores principalmente em períodos de maior calor e baixa ventilação, tem sido apontado como um fator de prejuízo à qualidade de vida e ao bem-estar ambiental da população. Especialistas alertam que, além do incômodo, odores intensos e recorrentes podem indicar falhas operacionais e demandam monitoramento contínuo por parte dos órgãos reguladores.
Na reunião, o prefeito Danilo Barros cobrou uma atuação mais firme da Arsesp. “Esses serviços têm causado transtornos, desconforto e prejuízos à população de Paulínia. A Arsesp se comprometeu a realizar uma fiscalização extraordinária no município. Vamos continuar cobrando providências e defendendo os interesses dos paulinenses”, afirmou.
Também participaram do encontro o secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael Golin, e o vereador Juninho Lalupe, reforçando a preocupação ambiental da administração municipal e do Legislativo diante das queixas recorrentes da população.
A Arsesp é o órgão responsável pela fiscalização dos serviços prestados pela Sabesp e por outras concessionárias em todo o Estado de São Paulo. A expectativa da Prefeitura é que a fiscalização extraordinária resulte em ajustes operacionais, redução dos odores e melhoria das condições ambientais, especialmente em um contexto de mudanças climáticas que intensificam os efeitos do calor e potencializam problemas relacionados ao saneamento urbano.